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Berlim Geográfica · Roteiro 5

Berlim Oriental

A Cidade Operária que se tornou a capital socialista

Foto de abertura do tour
“Não seria mais simples o governo dissolver o povo e eleger um outro?”
…die Regierung / löste das Volk auf / und wählte ein anderes?
Bertolt Brecht, “A Solução” (após o levante de 1953 na República Democrática Alemã)
Panorama

Antes de ser “o Leste” da Guerra Fria, esta já era a Berlim de quem trabalhava. Ela tomou forma no crescimento explosivo após a fundação do 2º Império, em 1871: quando Berlim virou capital imperial e a população disparou, os “cortiços” (Mietskasernen) foram erguidos às pressas — para dar alojamento aos operários e maximizar os lucros dos construtores. A precariedade era filha da especulação. Era aqui, nos pátios escuros desses prédios, nas fábricas e nas ruas de Prenzlauer Berg e Friedrichshain, que vivia a Berlim que ergueu a metrópole com as próprias mãos: a Berlim Vermelha dos anos 1920, um dos maiores redutos operários e sindicais do país.

E aqui está a ironia que dá nome ao passeio: quando os vencedores dividiram a cidade em 1945, foi justamente essa Berlim — a operária, a popular — que coube ao setor soviético. O socialismo não inventou o Leste; ele herdou uma Berlim que já era a dos trabalhadores — e correu para dar-lhe glória. A RDA manteve Berlim como a capital e ergueu, na Karl-Marx-Allee (a antiga Stalinallee), os “palácios dos trabalhadores”. Mas, em meio à Guerra Fria, a promessa tinha o seu avesso: a Stasi; os tanques que, em 1953, o “Estado dos trabalhadores” usou contra os próprios trabalhadores em greve; e o Muro, erguido em 1961.

Caminhamos por essa Berlim de baixo para cima — da cidade que os operários construíram à capital socialista que os operários também construíram. E, no fim, o que restou após a reunificação alemã: em parte apagada (o Palácio da República, demolido), em parte sobrevivente e até virada moda — a Ostalgie, o Ampelmann, os clubes que fizeram do antigo Leste a Berlim da noite.

Marx em grafite, no antigo Leste

A RDA ergueu a Torre de TV (1969, 368 m — a mais alta da Alemanha) como símbolo do futuro socialista, moderno e ateu. Só que a esfera de aço, quando o sol brilha, reflete a luz na forma de uma cruz. Os berlinenses do Oeste caçoaram: o Estado que bania Deus não conseguia se livrar dele — apelidaram o fenômeno de “a vingança do Papa” (e a torre, chamavam de “São Walter”, por causa de Walter Ulbricht, o chefe político da RDA). Até hoje, num dia de sol, a cruz aparece.

Mural de arte urbana em uma empena de Berlim
Selo comemorativo do levante de 17 de junho de 1953
Selo alemão de 2003 em memória do levante operário de 17 de junho de 1953.

Prático deste tour

1 · Duração e reserva
4 horas

Locomoção, encontro e idioma estão em Como funciona.

Preços — ver a tabela.

Reservar no WhatsApp +49 1578 5568432
2 · Extensões

★ = posso guiar/contextualizar vocês; Vocês também podem fazer por conta própria — neste caso posso fazer a reserva dos ingressos.

★ Frankfurter Tor + East Side Gallery

+1h30 · gratuito.

Frankfurter Tor: as torres gêmeas de Henselmann na Karl-Marx-Allee. East Side Gallery: o maior trecho do Muro, pintado em 1990.

★ Nikolaiviertel

+1h · gratuito.

O bairro “medieval” que a RDA reconstruiu em 1987, nos 750 anos de Berlim.

★ Kastanienallee / Prenzlauer Berg

+1h30 · gratuito.

O antigo Leste boêmio, hoje um dos bairros mais badalados da cidade.

DDR Museum

€13,90 (grupos de 10+: €9 p.p.) · aberto todos os dias · ~1h.

Museu interativo do cotidiano na Alemanha Oriental — dá para tocar, abrir gavetas e “dirigir” um Trabant.

3 · Serviço avulso

Eu providencio a compra/reserva de qualquer ingresso acima, mesmo sem a visita com a guia. Taxa de 10% sobre o total desses serviços (pagamento adiantado).

Reservas

Vamos combinar o seu passeio.

Me chame no WhatsApp com a data e quantas pessoas — o resto a gente acerta junto.

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